Sara (nome fictício) tinha estado horas a fio no computador. Uma discussão com o seu pai tinha deixado na sua cabeça um desassossego. A juntar a isso ela queria de qualquer forma, tal como a maior parte dos jovens, arreliar os pais.Que forma é que ela arranjou? Já há cerca de uma semana que andava a falar com um desconhecido pela internet. Usou esse trunfo que poderia ter sido fatal. Marca um encontro com ele, sem o conhecer, e da forma mais estúpida e infantil que poderia ser: num local escondido, sem vivalma, apenas as baratas e outros bichos de esgoto lá deviam parar.
Ela começa a suar das mãos, e o seu corpo arrepiava-se de tanto pavor. Vestia-se de medo e arrependimento de cima a baixo. E por falar em vestir, os trapos que trazia, pouco do seu corpo moreno e desenvolvido para a sua idade, conseguiam tapar. De tão aterrorizada que estava, parecia que os cabelos lhe arrepiavam, tal como estava o seu corpo.
De repente um vulto sai das sombras da noite, e chega-se a ela. Um homem de barba rija e com ar muito mais velho. Ela olhou para ele e ficou ainda com mais medo. O mundo dela parou. O homem já sabia quem aquela rapariga era. Ou melhor, sabia que tinha sido com ela que tinha falado pela internet, e com ela que tinha trocado fotografias(sendo de calcular que as dele, a ele não pertenciam). Começou a beija-la, a tocar-lhe em sítios que ela não desejava. Inicia-se uma prática sexual que ela não desejou e sonhou poder acontecer. Já nada havia a fazer. Violação é o nome dado á situação. Ela fez coisas obscenas que não vou citar, ou talvez o possa fazer: sexo oral e penetrações violentas. São pouco fortes as palavras para descrever a dolorosa situação pela qual Sara passou. Mas o que acontece depois? Consegue fugir daquele homem nojento Ele tenta correr atrás da jovem, mas ela com combustível de medo e de agitação juvenil conseguiu escapar-lhe.
Entrou em casa, com um pé descalço e outro calçado com a sapatilha toda enlameada. A correr e com as lágrimas nos olhos a escorrer-lhe pelo rosto aterrorizado entra dentro do quarto, e chora não como uma rapariga mimada tal e qual o inicio da história, mas sim como uma rapariga violada.
Claro que tinha que enfrentar os pais, contar-lhes e fazer queixa na polícia. Mas o que será que fez ela? Talvez o mesmo que tu farias, NADA.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
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7 comentários:
Isto é uma coisa normal do dia a dia infelizmente...
Mas este texto pode ser um alerta para muitas miudas que não têm responsabilidade e que como é normal na adolescência acreditam em tudo o que lhe dizem...
Tiago obrigada por teres escrito isto!Como já disse este texto pode mudar uma vida de uma miuda imatura!
Beijos Friky
Tá muito bem escrito o teu texto. Bem detalhado e com palavras que muitas pessoas nao utilizariam. Gostei mesmo. :)
oh meu amor.. os teus textos, as tuas palavras sao tao sentimentais...
adorei o que escrevest... revela sentimento :D
fez-me realmente pensar..
Rita Veloso :)
"Ele tenta correr atrás da jovem, mas ela com combustível de medo e de agitação juvenil conseguiu escapar-lhe."
É a melhor parte.
Então este é que é o tão famoso blog falado nas aulas de macs :)
Sabes, também já escrevi um texto sobre isso. Mas prefiro o teu :D
Gostei, mesmo.
este texto está lindo, e acredita são milhares as míudas que passam por estas situações.
Quando fores grande vais ser escritor :)
bem... tou de boca aberta...
eu ja tinha ouvido falar dos casos de violaçao, e imaginava como era, mas nunca pensei que fosse assim tao dramático!
tu fizeste muito bem em ter publicado esta historia, nao sei se é verdade se é apenas uma história, mas isso nao interessa, fizeste muito bem em ter publicado esta história, pois há raparigas que nao sabem destes perigos tremendos que existem na Internet...
acho que as raparigas deviam andar mais informadas sobre estes casos, e, sobre os varios perigos que correm ao marcar encontros na Internet com desconhecidos....
abraço
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